sábado, 4 de fevereiro de 2017

Nuvens de algodão e férias 2017

As imagens que marcam uma vida... como olhar as nuvens e não lembrar da minha infância e  adolescência em Porto Alegre?  Naquela rua, chamada  26 de dezembro, onde eu me sentia segura e feliz com minha família. Ah aquela casa verde, aquele pinheiro e aquele quarto onde havia uma cama e eu passava as tardes escutando musica deitada na cama dos meus pais olhando o céu pela janela. A formação das nuvens, embaladas pelo som do rádio relógio. Naquelas tardes que minha única preocupação era contar quantas vezes escutava Lobão, Paralamas do Sucesso ou Titãs.. . Saudades. Naquela época ou assistia TV ou escutava rádio... eu preferia a liberdade que o rádio nos dá... a de escutar e olhar pra onde quiser.

Assim lembro que no decorrer da minha vida, e nessa época (a minha adolescência)  comecei a crescer... o tempo passou e agora nas lembranças recordo a música que embala essa tarde de férias... olhando o céu de Ubatuba, SP. 

Somos Quem Podemos Ser 
Engenheiros do Hawaii
  (https://www.letras.mus.br/engenheiros-do-hawaii/12899/)

Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção

E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração

A vida imita o vídeo
Garotos inventam um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez
Nós
Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter

Um dia me disseram
Quem eram os donos da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem essa prisão

E tudo ficou tão claro
O que era raro ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum

refrão

Um dia me disseram
Que as nuvens não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos às vezes erram a direção

Quem ocupa o trono tem culpa
Quem oculta o crime também
Quem duvida da vida tem culpa
Quem evita a dúvida também tem

Somos quem podemos ser

Sonhos que podemos ter

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

O futuro chegou 1985-2015

E o futuro chegou... por tanto tempo esperando... 

2015 criado em 1989 (ano do lançamento do filme De volta pro futuro 2)  não tem nada parecido com 2015 real. 


No 2015 fictício os advogados não existiam mais, porém no real os advogados continuam a existir e por isso os processos ainda são demorados. 

Todos os atendentes eletrônicos do "Café 80" já morreram (Michael Jackson, Ronald Reagan e o aiatolá Komeini). 

A moda do 2015 real,  parece mais com o também real 1985, como as calças floridas e coloridas da  personagem Jennifer...

Nossos tênis Nike continuam com os cadarços "manuais", ainda não existe a jaqueta ajustável nem auto secante, nenhum skate flutua e muito menos há carros voadores... 

Também não temos aqueles incríveis outdoors em 3D... e eu nunca mais vi fliperamas, mesmo em locais temáticos... fora um monte de outros detalhes. 

Mas em meio a toda ficção há algo que existe e a cada dia está mais forte: os "ANOS 80" está vivo, na  moda, nas músicas, nos ídolos, e na mente de todos nós que tivemos o prazer de vivê-lo. 


https://www.youtube.com/watch?v=yptqRdig1rU

terça-feira, 19 de maio de 2015

Em tempos de introspecção

Filmes, filmes... amo filmes!

É neles que muitas vezes aprendo a viver - a deixar-se levar.

Algumas frases me tocaram quando assisti e ainda me tocam e eu fico feliz de ter aprendido alguma coisa.

Filmes e as frases que amo

As dez coisas que odeio em você
"Eu odeio a maneira como você fala comigo
E a maneira como corta o cabelo
Eu odeio o modo que dirige o meu carro
Eu odeio quando você fica encarando
Eu odeio os seus grandes coturnos
E a maneira como você lê a minha mente
Eu te odeio tanto que me dá nojo
E até me faz rimar
Eu odeio que você esteja sempre certo
Eu odeio quando você mente
Eu odeio quando você me faz rir
E ainda mais quando me faz chorar
Eu odeio quando você não está por perto
E o fato de não ter me ligado
Mas acima de tudo eu odeio o fato de que não te odeio
Nem um pouco, nem de perto, de modo algum"



Uma mente brilhante
"Eu sempre acreditei em números, nas equações, na lógica que leva à razão. Mas depois de uma vida inteira nesta jornada, eu me pergunto: O que realmente é a lógica? Quem decide a razão? Minha busca me levou pelo físico, o metafísico, o ilusório... E de volta. E eu fiz a descoberta mais importante da minha carreira. É apenas nas misteriosas equações do amor que qualquer lógica ou razão pode ser encontrada. Eu só estou aqui por causa de você. Você é a razão do meu ser. Você é todas as minhas razões".



Tristan and Isolde
"Antes você me pedir para parar de respirar, do que me pedir para eu deixar de te amar!"

"Não sei se a vida é maior do que a morte, mas o amor é maior do que ambas."
.
"Não há algo mais que só viver?
Algo mais que dever, e morte.
Porque temos sentimentos, se não podemos vivê-los?
Porque desejamos coisas, se não foram feitas para nós?"


Harry e Sally: feitos um para o outro
"Que tal assim? Eu adoro que você fique com frio quando faz 21ºC lá fora, eu adoro que você demore uma hora e meia para pedir um sanduíche, eu adoro a pequena ruga na sua testa quando você olha para mim como se eu fosse louco, eu adoro que, depois de passar o dia com você, eu ainda sinto o cheiro do seu perfume na minha roupa, e eu adoro que você seja a última pessoa com quem eu quero falar antes de ir dormir à noite. E não é porque eu estou solitário, nem porque é véspera de Ano Novo. Eu vim aqui hoje à noite porque quando você percebe que você quer passar o resto da sua vida com alguém, você quer que o resto da sua vida comece o quanto antes".



O despertar de uma paixão
"Kitty: - Você me despreza tanto assim?
Walter: - Não, eu desprezo a mim mesmo por ter te amado um dia."
https://www.youtube.com/watch?v=-TYP7VsZ7jg 


Enfim momentos para eu refletir sobre o que é viver um amor, seus altos e seus baixos e mesmo assim persistir o sentimento... que até então parecia não mais existir.

sábado, 25 de abril de 2015

As Deusas e a mulher

Acabei de ler um livro sensacional, feito por uma mulher para as mulheres e as deusas que em nós habitam. Através da descrição das setes deusas do Olimpo Artemis, Atenas, Héstia, Hera, Deméter, Perséfone e Afrodite. Podemos perceber que os arquétipos (espécie de imagem apriorística incrustada profundamente no inconsciente coletivo da humanidade), das deusas em todas nós, uns mais acentuados outros nem tanto.
 A força, a coragem, a sabedoria, a fidelidade, a maternidade, a submissão e a sensualidade são algumas das características pertencentes as deusas. No livro há a descrição de cada uma e as semelhanças de comportamento da mulher moderna. Após a explanação há os desafios da mulher aceitar ou não as mudanças impostas, de aceitar o papel de vítima ou se posicionar como heroína. 
Em momentos da vida podemos nos projetar como uma deusa que deseja o casamento que defende-o como Hera e em outras desejosas de sermos mãe e nutriz como Deméter. No trabalho podemos ser impiedosas como Artemis , estrategistas como Atenas, nos finais de semana ou a noite precisarmos do aconchego de um lar preparado por Héstia ou quando estamos dispostas a sermos sensuais invocar o poder de Afrodite. 
A cada circunstância da vida podemos estar agindo com elementos de uma das deusas (virgens, vulneráveis ou como Afrodite a deusa alquímica). Embora tenhamos características de todas ou de algumas, uma das deusas vai estar mais aflorada que as outras. Para cada passagem da vida, da infância à fase adulta até chegar a a terceira idade as transformações das deusas vão acontecendo. 
Enfim uma leitura pra quem está disposta a perceber a deusa ou as deusas que nos inspiram.
BOLEN, Jean Shinoda. As deusas e a mulher: nova psicologia das mulheres. São Paulo: Paulus, 2013

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Do livro à Televisão


Em 2012 antes da volta programada para Porto Alegre, pensei em levar daqui de São Paulo algo importante. Assim, fiz minha inscrição, estudei a bibliografia, fiz a prova, entrevista e ingressei no Mestrado em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Dessa forma, meu retorno ficou pra depois do mestrado e muitas coisas aconteceram.
Entre agosto de 2012 a maio de 2013 eu tive aulas 3 vezes na semana, recuperando ainda as horas que estava estudando, trabalhando no sábado. Assim todos meus sábados foram sacrificados. Estudava em todas minhas horas livres, não fazia mais trilha, nem bijuterias e não pensava em mais nada do que o mestrado. Com isso alguns problemas foram acontecendo... Minha mãe sofreu uma queda, precisei fazer uma cirurgia, comecei a ter tonturas, esquecimento e fui diagnosticada com pressão alta. Além de muito estresse relativo a todos esses problemas e pela extra carga do trabalho e estudo.
Mudei de trabalho, decidi separar após 15 anos de união (instável – estável) e resolvi ficar em São Paulo e assim tive que procurar outro lar,
Apesar dessa travessia e tanto, consegui qualificar meu projeto em dezembro de 2013 e defender em novembro de 2014 – nesse meio tempo além de todas as mudanças pessoais, fiz a dissertação, um artigo, um capítulo de livro, apresentei 3 trabalhos todos pré-requisitos para obter o grau de Mestre.
Em trinta meses minha vida sofreu um rebuliço... e foi, graças a Deus, pra melhor.
Agradeço as minhas queridas sobrinhas Cíntia Laura Souto, que vieram de Porto Alegre para prestigiar minha defesa, aos demais presentes na defesa BrianGeorgia, André e David. Além dos professores Dra Regina Giora, Dr José Mauricio Conrado e Dr Pedro Ortiz.
E aqueles que estarão sempre presentes no meu coração Zobaida e Carlos Souto, meus pais, meus primeiros mestres.